Há uma janela que é um reflexo de cristal, a luz é como uma agulha, cose os olhos, sedimenta o sangue, engole o mar.
Nestes jardins de silêncio, o azul não tem comprimento, o suor mapeia as sereias, os ramos mergulham no sal.
É pelo crepúsculo que as cinzas ruminam os figos no estendal do tempo, as línguas perdem-se, em vulcões, esgotados até ao abismo,
a imaginação definha nas praias infinitas.
Carlos Vinagre
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