Residência provisória para o pensamento; repuxo para os dedos; fogueira de leite; um rascunho quotidiano para impressões, para viagens, para sonhos e para desilusões. Uma morada de alegrias e angústias; álcool e cálices de irrealidade; desenhos com imperfeição e extintas nódoas de sangue. Uma casa moldada pela transfiguração do mar; a claridade dos penhascos; a beleza dos lábios enquanto estes perseguem a realidade no entardecer da transgressão da experiência. Sejam bem inscritos na lenha, saibam aquecer as mãos e aceitem a companhia, se não vos for inoportuna. Espero que me acompanhem no mergulho, que consigam apreciar as diferentes iguarias da vida. E que se exerçam em debuxo. Sem grandes manias nem aspirações. Só o mundo diante dos vossos cinzeiros, transparente, real e autêntico.
Carlos Vinagre
Carlos Vinagre
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