domingo, 8 de março de 2015



o silêncio reluz nas artérias
a esbatida luz que amortalha a solidão
e o rasgo da tortura  prossegue
na procissão dos mortos
o quadro do espelho.

o silêncio suja as casas
e eu desconheço a minha forma
nas árvores que demonstram a equação escondida.

Carlos Vinagre

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