começo o dia por observar a angústia à procura de uma prova para a minha existência, começo o dia por testar a noite na vida que estala o espelho asfixiado ao sol, começo a noite por soltar o dia pelo cavalo que depura a escuridão ao fogo, começo o dia por soprar as abelhas no néctar diário das poluídas artérias, começo a noite por engolir as inflamadas gramáticas nas incendiadas neblinas e o pleonasmo luminoso extrai da terra a angústia que centelha a neve, o rio que percorre aos gomos o útero às cinzas.
Carlos Vinagre
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